A embalagem na logística da cadeia do frio

Com a globalização, marco inicial de uma nova era na humanidade, o homem pode obter, mais fácil e rapidamente, informações e trocar experiências, sustentando assim, suas ambiciosas, porém inevitáveis conquistas.
O transporte passou, através de estudos e projetos logísticos, apoiados em sofisticados softwares, a agregar mais valor aos produtos. O cuidado muitas vezes excessivo e o manuseio necessário tornaram-se pontos fortes na rapidez e na qualidade final dos produtos, principalmente no transporte de produtos da cadeia do frio.
Frutos do mar frescos, flores, suprimentos médicos críticos e perecíveis, entre outros, exigem total e diferenciados cuidados, implicando em veículos e embalagens especiais, garantindo por mais tempo sua qualidade e proteção.
O mercado de transporte de produtos da cadeia do frio tem encontrado inúmeros e frequentes desafios face às tendências comerciais e às exigências seletivas dos consumidores. O frescor e a aparência dos alimentos, a exuberância natural das flores e a eficácia de um medicamento dependem da qualidade do serviço do transporte e da adequação da embalagem à sua necessidade imediata.
Aspectos fundamentais, como acondicionamento, temperatura, níveis de umidade e a captação de odores, podem deteriorar ou mesmo tornar inadequado o uso de produtos, como é o caso de kits para teste de sangue, que possuem reagentes, e frutos do mar que, caso sofram oscilação de temperatura, podem causar sérias e complicadas intoxicações alimentares.
Os desafios logísticos da cadeia do frio exigem exaustivos projetos e adaptações tecnológicas para minimizar tempo em trânsito, controlar temperaturas, promover movimentações inteligentes e, com a ajuda de softwares, combinar e agendar entregas com prazos definidos, garantindo assim, a validade do produto.
Caminhões refrigerados ou "reefer"e vôos "non stop", utilizados no transporte de alimentos ou mesmo arranjos florais, garantem a rapidez e o frescor dos produtos. A entrega, que poderia durar semanas, agora demora dias. Uma importadora de flores nos Estados Unidos, por exemplo, pode colocar um pedido para um cultivador de tulipas na Holanda na 3ª feira à tarde e recebê-las na 5ª feira, num destes vôos.
E, nestes desafios encontrados pela cadeia do frio, a embalagem pode servir ou representar muito mais do que um simples meio de comunicação ou promocional.
Necessariamente, a embalagem deve oferecer segurança, proteção, formato e dimensões adequadas para melhor aproveitamento do espaço no transporte e dela própria, bem como proporcionar a adaptação correta do material.
Materiais plásticos transparentes e térmicos podem ser facilmente produzidos, acondicionados e transportados, assim como as embalagens em gel, garantindo e mantendo certas temperaturas ideais a determinados tipos de produtos.
O transporte de produtos, como frutos do mar, é feito através de contêineres LD3, que devem ser adequadamente embalados para assegurar a qualidade. As caixas devem estar forradas com materiais absorventes e impregnadas com cêra. Muitas possuem até quatro camadas de espessura para garantir certos perecíveis.
Caminhando a passos largos rumo à superação dos limites e desafios é que o homem realiza suas conquistas, tornando suas antigas vaidades nas mais necessárias e importantes realidades.


Icaro Vanelli Muniz,
Assessor em marketing empresarial e desenvolvimento de embalagens

Esta página é parte integrante do www.guiadelogistica.com.br .