Escolha de uma Empilhadeira

A escolha de uma determinada empilhadeira está condicionada não só à carga que ela deverá transportar, mas também, às condições em que operará. Quando for destinada ao uso interno em indústrias, armazéns, etc., corredores e altura do local são fatores determinantes da escolha.

1- TIPO DE CARGA A SER MOVIMENTADA
Cronologicamente, a primeira consideração a ser feita antes de se determinar qual a empilhadeira mais adequada é quanto ao tipo da carga ou material a ser movimentado. Também é importante definir se a empilhadeira será utilizada para transportar um ou mais tipos de cargas. Estes fatores determinam não somente que tipo de empilhadeira deverá ser considerada para as operações, mas também que acessórios serão exigidos.

2- PESO DA CARGA A SER MOVIMENTADA
A próxima consideração é com respeito ao peso da carga. Naturalmente, o peso é um aspecto determinante da capacidade da empilhadeira a ser adquirida. Porém, nesta consideração deve-se incluir a maneira como a carga será movimentada.

3- DIMENSÕES DA CARGA A SER MOVIMENTADA
Como as dimensões variam, este é o próximo aspecto a ser considerado. Duas cargas com o mesmo peso, mas de dimensões diferentes, podem requerer tipos diferentes de empilhadeiras, já que suas dimensões alteram o centro de gravidade da carga, variando a capacidade da máquina.

4- CICLO DE MOVIMENTAÇÃO DAS CARGAS
Ao analisar-se o local de trabalho onde a empilhadeira operará, é necessário considerar, primeiramente, as distâncias que serão percorridas. Este fator é importante especialmente no caso das áreas externas. Quando as distâncias a serem percorridas são grandes, são necessárias empilhadeiras de maior velocidade.

5- TIPO DE TERRENO A SER PERCORRIDO
Existem áreas externas pavimentadas e não pavimentadas. No caso das áreas pavimentadas, é necessário determinar o tipo de piso (concreto, asfalto, madeira, etc.), já que este piso terá que suportar o peso da empilhadeira, juntamente com o peso da carga a ser transportada e o peso do operador da máquina. Este mesmo aspecto deve ser considerado ao analisar-se as áreas internas. Em uso, as empilhadeiras criam cargas máximas momentâneas, denominadas cargas dinâmicas, que ocorrem durante o deslocamento. Como regra geral, as cargas em movimento são aproximadamente 20% maiores do que as cargas estáticas. No caso de terrenos não pavimentados, é necessário considerar se o terreno é irregular, etc. Estes fatores podem afetar a estabilidade da empilhadeira e, portanto, determinam não somente o modelo da empilhadeira, mas também o tipo e tamanho dos pneus a serem utilizados.

6- O PERCURSO A SER PERCORRIDO TEM RAMPAS?
As rampas limitam a capacidade da empilhadeira pela tração disponível nas rodas e pela força disponível para mover e empilhar a carga. É importante considerar o grau de inclinação da rampa na especificação da empilhadeira adequada, capaz de vencê-la.

7- O PERCURSO TEM PASSARELAS AÉREAS, PONTES?
Estas considerações também são muito importantes, já que as empilhadeiras, com suas torres de elevação, possuem dimensões variadas, sendo necessária a escolha de um tipo que permita a passagem sob pontes, túneis, etc.

8- QUAL A LARGURA DO CORREDOR?
Em locais internos de operação, um fator crítico é a largura do corredor onde a empilhadeira se movimentará. Considerando-se que a empilhadeira precisa posicionar-se de frente à estrutura de estocagem, é necessário que o corredor permita tal manobra.

9- QUAL A LARGURA A SER UTILIZADA PARA A ESTOCAGEM?
Muitas empresas, como as de transportes, exigem movimentação de cargas aéreas fechadas em vagões ou caminhões baús, além do empilhamento interno em estruturas porta-paletes. Para satisfazer a essas necessidades existem torres de elevação de diversos tamanhos e alturas.

10- QUAL O TIPO DA INDÚSTRIA OU QUAIS SUAS CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS? 
As indústrias alimentícias, farmacêuticas e outras apresentam um aspecto adicional a ser considerado: contaminação dos seus produtos por gases. Da mesma forma, alguns ambientes fechados não permitem este tipo de poluição para não prejudicar a saúde e a produtividade dos funcionários. Estes fatores devem ser cuidadosamente analisados, pois determinarão a escolha do tipo de motor que acionará a empilhadeira: a óleo, a gasolina, gás liquefeito de petróleo (GLP) ou elétrico.

José Maurício Banzato,
Diretor da IMAM Consultoria Ltda., de São Paulo.
Tel. (0--11) 5575 1400    imam@imam.com.br

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