Transporte Rodoviário de Cargas:
A atividade logística com maior índice de terceirização

Neste artigo daremos uma visão da situação atual do mercado das empresas que ainda mantêm frotas próprias e daquelas que adotaram a terceirização, seus motivos e os modelos normalmente adotados.

Frota Própria
Apesar do transporte rodoviário de cargas ser uma das atividades da logística com maior índice de terceirização, algumas empresas ainda mantêm frota própria, por diversos motivos, entre os quais podemos destacar: 

Frota Terceirizada
Neste caso existem as maiores variações em relação aos motivos que geram a terceirização e aos modelos adotados, dos quais sobressaem: 

Conclusão
Certamente a maior parte das terceirizações de transporte rodoviário de cargas tiveram como foco principal a redução de custos, recorrendo aos modelos mais simples citados acima. Consequentemente, apresentaram inúmeros problemas, incluindo diversos na parte operacional, queda do nível de atendimento entre outros.
Uma evolução observada é a redução da quantidade de empresas transportadoras contratadas para operar simultaneamente no mesmo local.
Recentemente foi percebida uma ligeira alteração, com as grandes empresas (principalmente as multinacionais e aquelas que operam com produtos de alto valor agregado e susceptíveis a furto), recorrendo a transportadoras tradicionais, com maiores recursos e experiência.
Outras grandes e médias empresas têm utilizado transportadoras de porte médio e bem estruturadas.
Finalmente, podemos concluir que se o processo de terceirização do transporte respeitar todas as etapas do processo, a escolha provavelmente não indicará para o menor preço, porém certamente a relação entre custo e benefício apresentará resultados muito mais satisfatórios a médio e longo prazo.

CRITÉRIOS GERAIS PARA AVALIAÇÃO

Normalmente alguns dos principais motivos considerados durante o processo de decisão se o transporte será mantido ou terceirizado, são:
  • Qualidade do serviço ao cliente;
  • Imagem;
  • Competitividade;
  • Redução dos custos logísticos;
  • Dedicação ao negócio;
  • Transferência de investimentos;
  • Transferência de passivos trabalhistas;
  • Substituição de custos fixos por variáveis;
  • Novos canais de distribuição;
  • Melhoria de controles;
  • Absorção, experiência, etc.

outubro/2001

Antonio Carlos da Silva Rezende,
Consultor da IMAM Consultoria.
imam@imam.com.br 

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