A VIDA COM ERGONOMIA É MAIS CONFORTÁVEL

Hoje, mais do que ontem e menos do que amanhã, seja trabalhando ou descansando, as pessoas passam muito do tempo que dispõem sentadas, utilizando constantemente, máquinas, utensílios ou ferramentas e estão cada vez com a vida mais frenética e, portanto, com menos tempo para receberem as informações de que necessitam. Quando sentimos dor nas costas após ficarmos sentados algum tempo em uma cadeira desconfortável, entornamos café na roupa nova porque estamos distraídos e a asa da xícara é muito pequena, não dando para encaixar os dedos direito ou quando estamos nervosos nos perdendo procurando um endereço, pois não é possível ler as placas de sinalização com letras ilegíveis a uma certa distância, estamos descobrindo da pior forma, a falta que nos faz a ergonomia.
A ergonomia tem se mostrado fundamental para que as pessoas obtenham, no meio de uma rotina cheia de maus costumes, a tão procurada qualidade de vida. A família está agora lá na sala com esta tal de ergonomia. Mas quem é ela? O que vem a ser afinal esta tal de ergonomia, que parece ser tão importante quanto desconhecida?
A ergonomia é a ciência que estuda a convivência das pessoas com os mobiliários, objetos e os ambientes aonde elas moram, estudam, trabalham e vivem, respeitando sempre a lei do menor esforço. À primeira vista a ergonomia parece estar ligada apenas ao design, na verdade ela é um tema mais complexo que envolve não só o trabalho dos designers de produto e gráficos, mas também o de profissionais como arquitetos, urbanistas, engenheiros, administradores, técnicos de informática, médicos, fisioterapeutas e até o de psicólogos. 
Essas profissões estão direta ou indiretamente relacionadas com a ergonomia, pois têm como premissa a criação e a implantação de melhorias para as pessoas. Com tantos recursos e facilidades que a vida moderna oferece, acabamos dependendo tanto dos objetos, que estes acabam se transformando numa extensão de nossas mãos. Quando falamos sobre o corpo humano, das necessidades e dos movimentos dele, estamos invariavelmente falando da nossa relação com os equipamentos e dos ambientes que nos rodeiam.
Como designer não poderia deixar de falar no quanto o design é fundamental para a concepção de mobiliários, equipamentos, máquinas, utensílios, produtos, embalagens, impressos, para comunicações sinalizadoras, informativas, promocionais, didáticas ou para ambientes comerciais e públicos, que, por meio de estudos de ergonomia, contribuem efetivamente para facilitar a vida das pessoas.  
Para que isso aconteça, o bom design é fundamental, pois está, desde seu passo inicial, focado na compreensão dos aspectos sociais, mercadológicos, culturais, ambientais, tecnológicos, econômicos e sobretudo ergonômicos. O design, por ser um misto de arte com tecnologia, além de ser belo, deve potencializar e otimizar resultados.
A preocupação com a ergonomia está presente em um projeto de design de qualidade, seja grande ou pequeno, trivial ou grandioso. As diferenças de idade ou do nível social das pessoas não são o bastante para que as necessidades delas não sejam as mesmas. Como o que o que difere um homem de um menino é apenas o valor dos seus brinquedos, o estudo da ergonomia está presente tanto no guidão de um tico-tico como no volante de uma Ferrari Maranello.
Além de orientar e comunicar, as informações específicas, o design transmite a personalidade de cada marca, aumenta a competitividade dos produtos e a presença das empresas tanto no mercado, como nas vidas das pessoas. O design que compreende fundamentos e estudos de ergonomia apresenta informações diretas e indiretas ao público, traz facilidades de leitura e proporciona a identificação imediata das marcas, das empresas e dos produtos em questão.

setembro/2002

Luiz Renato Roble,
Designer, consultor de Identidade Estratégica e diretor de Criação da DATAMAKER DESIGNERS.
criacao@datamaker.com.br           www.datamaker.com.br


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