Escolha correta garante maior vida útil do pneu

Os pneus para aplicações industriais se desenvolveram consideravelmente nos últimos 10 anos, e a gama de pneus disponíveis é muita extensa. Este desenvolvimento, é claro, coincidiu com o tremendo aumento no número de equipamentos desenvolvidos e na versatilidade das empilhadeiras modernas. A escolha do pneu correto é um fator muito importante, tanto para se obter a máxima eficiência do equipamento como para a redução de custos operacionais.
Normalmente, o melhor pneu para uma empilhadeira é aquele selecionado pelo próprio fabricante do equipamento. Porém, ele tem que selecionar um pneu que atende às necessidades da maioria dos usuários, prevendo os possíveis problemas comuns a todos os tipos de movimentação. Devido a este fato, é muito importante que o usuário especifique, quando da compra da empilhadeira, o tipo de pneu mais indicado para a finalidade que o equipamento terá dentro de sua empresa.
É claro que não se pode esquecer  o caso da reposição dos pneus em uma empilhadeira já existente. Aqui, é preciso levar em consideração que se o pneu existente satisfez a todas as necessidades de utilização, não há qualquer justificativa para a troca do tipo do pneu. No entanto, quando isso não acontece, deve-se estudar a possibilidade da troca.


Escolha dos Pneus
Atualmente, existe disponível uma grande variedade de pneus, e o que difere um do outro é as diferentes maneiras de construção, que pode ser dividida em quatro categorias:
1 - Pneumáticos
2 - Sólidos Elásticos
3 - Sólidos
4 - Pneumáticos com enchimento de poliuretano


Pneumáticos: são projetados com a finalidade de manter uma almofada de ar entre a empilhadeira e o piso. Eles oferecem uma boa estabilidade e proteção contra furos. A escolha entre um pneumático e um sólido se dá principalmente pelas condições de operação (inclusive a condição ergonômica do operador) e a exposição potencial para o dano da carga.

Sólidos Elásticos: atualmente, pode-se dizer que pelo menos 75% das empilhadeiras novas utilizadas no exterior são equipadas com os pneus sólidos, que também têm se estendido para o mercado de substituição. O benefício principal oferecido pelo pneu sólido é que é 100% a prova de furos. Neste tipo de pneu existe ainda uma vasta gama de opções, como o de baixa rolagem, no marking, resistente a óleo, anti-abrasivo e anti-estático.

Sólidos: os pneus sólidos são predominantemente usados em locais fechados. Eles são utilizados principalmente em empilhadeiras elétricas de alta capacidade de carga e oferecem uma boa estabilidade. Frequentemente, sua escolha está limitada às máquinas que foram projetadas especificamente para a utilização destes pneus.

Pneumáticos com enchimento de poliuretano: são pneus nos quais é injetado poliuretano líquido pela válvula, e depois de um período de 24 a 48 horas transforma-se em um material completamente sólido. O real benefício de se utilizar este tipo de pneu é quando aplicado em máquinas caras que operam em locais difíceis e distantes de um pronto serviço, além de que garantem menos interrupções devido a furos e consertos. As desvantagens deste tipo de pneu, no entanto, são o fato de que uma vez que o produto é pressurizado não pode ser alterado para obter flutuação para mais ou menos.

Pontos Principais a Serem Considerados para Selecionar Corretamente os Pneus:

Prováveis Causas de Danos nos Pneus   
Um dos fatores que influi diretamente na redução da vida útil dos pneus é a escolha incorreta dos mesmos. Além disso, como os pneus são geralmente, o primeiro item a ser substituído em uma empilhadeira, sua escolha deve ser muito bem avaliada. Outro fator que danifica os pneus é a sobrecarga que, entre os problemas que ocasiona, os mais comuns são a separação da estrutura do pneu e as rachaduras radiais.
Não menos importante é a calibragem correta dos pneus, pois pressões corretas   asseguram que a capacidade de carga da empilhadeira seja alcançada em toda a sua plenitude. Quando incorreta causa um desgaste desigual dos pneus, torna a empilhadeira instável e propicia a separação da estrutura do mesmo.
Existem ainda os fatores externos. A falta de cuidado dos operadores no que diz respeito às instruções operacionais, manutenção inadequada e condições do piso que, caso não esteja livre de detritos e limpo, pode lascar os pneus. A aceleração brusca e freadas severas, temperaturas elevadas, danos causados por impacto com objetos afiados e a distribuição desigual da carga também reduzem a vida útil dos pneus.
Em resumo, quando da aquisição de uma empilhadeira ou da substituição de um pneu deve-se ter muitos cuidados para que se atinja a utilização total dos pneus, não reduzindo sua vida útil devido a fatores que podem ser evitados. Também é muito importante que o usuário final mantenha registros precisos sobre a durabilidade do pneu e horas utilizadas. Embora as horas rodadas sejam o ponto principal de controle do pneu, deve-se levar em consideração que cada equipamento opera de maneira diferente, variando as manobras e as velocidades. Está ai justamente a discrepância da utilização dos pneus com o mesmo número de horas, porém utilizados em equipamentos distintos.
Tais registros permitirão ao usuário identificar o quanto foi perdido do pneu e relacionar os problemas ocorridos e os custos envolvidos com consertos. Se todas estas recomendações forem usadas, a escolha do pneu correto e mais econômico ficará clara em um espaço de tempo relativamente curto.


Artigo elaborado pelo IMAM, com base em material fornecido
pela Watts Industrial Tyres Ltd.,
Representada no Brasil pela Recom Rec. Com. de Pneus Ltda.
Tel. (0--12) 553 2711

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