Exportar é preciso, mas...

Nos últimos anos o Brasil despertou para a globalização, o governo tucano bem como o de Lula vem apostando pesado no aumento das exportações e conseqüentemente o aumento da participação do país no promissor comércio internacional.
A questão é: O empresário brasileiro está preparado para exportar?
O sucesso das exportações está diretamente ligado com a capacidade das empresas brasileiras de contornar de forma criativa as barreiras não-tarifaria, em especial barreiras culturais e técnicas.
Neste ponto a atuação do profissional de marketing é crucial. Este é responsável pelo desenvolvimento do produto a ser exportado, desde a definição de especificações do produto, passando pela embalagem e o atendimento pós-venda, prestado aos clientes.
Importante analisar questões como o nome da marca, um nome consagrado no mercado nacional pode possuir um sentido pejorativo num outro país. Para evitar problemas como o do nome, que podem comprometer todo um trabalho, é preciso estudar profundamente a cultura do país para qual se pretende exportar.
A empresa deve atentar para o valor do seu produto no mercado exterior e o posicionamento adequado, ou mais rentável.
Vejamos o exemplo da Alpargatas, indústria fabricante das sandálias Havaianas que é comercializada no Brasil a cerca de R$ 5,00 o par em qualquer supermercado ou loja de calçados. A mesma sandália é exportada para diversos países, sendo que na Itália é vendida em grandes e famosas butiques, de grifes famosas e chega a custar US$ 60,00 o par, cerca de R$ 185,00.

A exportação para algumas empresas pode representar uma verdadeira mina de ouro. Porém é preciso utilizar as ferramentas certas para explorar este terreno rochoso e cheio de armadilhas.

junho/2004

Fernando Barreto,
Bacharel em Administração de Empresa e especialista em logística.
Trabalha na Camargo Corrêa Cimentos S/A em Logística
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fernando.barreto@camargocorrea.com.br


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