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Notícias Importantes

ABCR: tarifas de pedágio no Paraná vão subir 9,74% (O Estado de S. Paulo 19/11)

A regional do Paraná da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR-PR) informou hoje que as tarifas de pedágio no Estado irão subir 9,74% a partir de 1º de dezembro deste ano. A entidade explica que o reajuste anual está previsto no Contrato de Concessões firmado entre as concessionárias e o Poder Concedente e corresponde à inflação do período aplicada a uma fórmula envolvendo diversos índices do setor (asfalto, obras e pavimentação, entre outros itens).
A ABCR-PR informa ainda que além do reajuste anual, a concessionária EcoCataratas cumprirá decisão judicial proferida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região de Porto Alegre (TRF-4), com aplicação de aumento tarifário de 9%. O reajuste maior visa a compensar o descumprimento do contrato preliminar firmado com o governo do Estado em julho de 2004, quando a companhia reduziu suas tarifas em 30%, mas não recebeu a contrapartida prometida pelo executivo estadual.

Quadrilha de roubo de cargas é presa em São José dos Campos (O Estado de S. Paulo 18/11)

Quatro integrantes de uma quadrilha especializada em roubo de cargas foram presos, no início da madrugada desta terça-feira, na altura do quilômetro 143 da pista sentido SP-RJ da rodovia Presidente Dutra, em frente a uma casa noturna, no bairro de Vista Verde, em São José dos Campos (SP).
Ocupando uma carreta roubada, com caixas contendo materiais eletrônicos, carga avaliada em mais de R$ 1 milhão, e um Golf, usado no roubo, Denilson dos Santos, 35 anos, Marcos Alves da Silva, 28, Maurício de Lima Rafael, 27, e José Valter Gomes, 32, foram detidos por policiais militares da 01ª Companhia do 46º Batalhão.
O motorista da carreta, que foi roubada em Guarulhos, na Grande São Paulo, e os dois seguranças que faziam escolta da carga, foram levados como reféns pelos demais criminosos que ocupavam um Volkswagen Bora. Ao receberem a informação de que o restante da quadrilha havia sido detido, os assaltantes liberaram os reféns.
Os vigilantes foram deixados próximo ao pedágio de Jacareí; já o motorista da carreta foi abandonado próximo ao estádio municipal Martins Pereira, em São José dos Campos. Os quatro bandidos presos não estavam armados. O forte armamento utilizado no assalto teria ficado no Bora ocupado pelos demais membros da quadrilha.


Estudo sobre aeroportos deve ser concluído até junho (O Estado de S. Paulo 14/11)
O secretário nacional de Aviação Civil, tenente-brigadeiro Jorge Godinho Barreto Nery, informou hoje que o modelo de regulação para a concessão de aeroportos à iniciativa privada deverá estar concluído até o final do primeiro semestre de 2009. "Eu imagino que até o final do primeiro semestre, do próximo ano, nós teremos já a definição de uma implementação dessas idéias tidas pelo governo", afirmou, durante o seminário "Concessão de Aeroportos: Oportunidades e Desafios para o Crescimento Econômico", realizado hoje na capital paulista.
O secretário, segundo homem na hierarquia do Ministério da Defesa, disse que o governo está estudando o modelo de concessão à iniciativa privada no País. O Conselho Nacional de Desestatização já havia citado os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, de Viracopos, em Campinas, e um terceiro aeroporto a ser construído em São Paulo como possíveis objetos de uma concessão. Segundo Barreto Nery, não há entraves para a formulação desse modelo. "Entrave não existe, porque, se há intenção, já tem uma determinação, e os processos estão acontecendo, eu não vejo entraves."
O secretário afirmou que o interesse público não será prejudicado. "Toda essa questão de concessão é uma prestação de serviço público à sociedade, e um serviço público adequado", frisou. "Naturalmente, com a iniciativa privada, busca-se um aperfeiçoamento do sistema para que se tenha uma velocidade adequada para fazer frente ao crescimento do País e ao crescimento da demanda", explicou, em defesa da concessão. Segundo ele, a privatização dos aeroportos pode tornar o serviço mais ágil e proporcionar condições melhores ao público.
O superintendente de infra-estrutura aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Anderson Ribeiro Correia, acredita que o prazo citado pelo secretário da Aviação Civil é viável, mas lembrou que os estudos são complexos. "Você não pode fazer uma análise apressada. E emendou: "É um prazo viável, que dá pra ser atendido, mas tem que analisar diversos condicionantes, e quem vai bater o martelo é o presidente da República". De acordo com a Lei da Desestatização de 1997, a Anac é responsável pela execução e acompanhamento do processo de desestatização da infra-estrutura aeroportuária.
O superintendente da Anac chamou atenção para o fato de que o plano estudado pela agência deve levar em consideração todos os 742 aeroportos no País. "A agência não pode só pensar em três", disse, acrescentando que a idéia do plano é "harmonizar uma forma para que esses três consigam atender ao interesse nacional". Correia citou que há duas alternativas para o setor aeroportuário. Uma, é a concessão de Viracopos, Galeão e de um terceiro aeroporto em São Paulo, e a outra, avaliar a hipótese de abrir parte do capital da Infraero. Ele não entrou em detalhes sobre essa opção, sob justificativa de que este é um estudo do BNDES, do Ministério da Defesa e da própria Infraero.

Edital de ampliação de Cumbica deve sair em dezembro (O Estado de S. Paulo 11/11)

A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) planeja divulgar até o próximo dia 15 de dezembro um novo edital para ampliação da capacidade do aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP). As obras serão para construção do terceiro terminal de passageiros, o que ampliaria a capacidade máxima do aeroporto dos atuais 16,5 milhões de usuários por ano para 28,5 milhões de passageiros/ano. O novo edital está em fase final de elaboração dentro da estatal e tentará atender a todas as preocupações apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no edital anteriormente divulgado para Guarulhos.
No último dia 7 de novembro, a Infraero publicou o edital para contratação de empresa de fabricação, fornecimento e instalação de 60 elevadores novos para o aeroporto internacional do Galeão (RJ). A substituição dos elevadores, de acordo com a estatal, faz parte do programa de revitalização do Galeão iniciado por melhorias no terminal 1 e com as obras de expansão do terminal 2. O prazo para conclusão das obras no Galeão é de quase dois anos.

Japan Airlines recebe 10 aviões comprados da Embraer (O Estado de S. Paulo 06/11) 

A Japan Airlines (JAL) já recebeu os primeiros 10 aviões para vôos regionais comprados da Embraer, informou a agência local de notícias Kyodo.
A JAL pretende começar a utilizar estes pequenos aviões, com capacidade para 76 passageiros, a partir de fevereiro do ano que vem, nas rotas aéreas que ligam Nagóia (centro) a cidades como Matsuyama e Fukuoka (ambas no sudoeste).
O modelo Embraer 170 será o primeiro avião brasileiro a voar no espaço aéreo japonês, segundo a agência local de notícias.
Os novos aviões também serão usados em rotas que ligarão Tóquio a outras cidades do país, a partir da inauguração em setembro de 2010 da quarta pista de aterrissagem e decolagem do aeroporto de Haneda (próximo à capital japonesa).
A companhia aérea japonesa Fuji Dream Airlines, que começará a operar no ano que vem no mercado local, pretende comprar seis aviões da Embraer para vôos com origem e destino no aeroporto Monte Fuji Shizuoka, que será inaugurado em março de 2009.

Produção industrial e uso da capacidade voltam a subir (O Estado de S. Paulo 04/11)

A produção da indústria brasileira voltou a crescer em setembro, impulsionada, em boa medida, pelo desempenho do setor de máquinas e equipamentos, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dados divulgados separadamente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostraram que o uso da capacidade instalada também voltou a aumentar em setembro, em mais um sinal de aquecimento do setor.
A produção das fábricas instaladas no país teve aumento mensal de 1,7 por cento e um ganho de 9,8 por cento em relação a setembro de 2007. Analistas consultados pela Reuters previam alta de 1,5 por cento e 9,5 por cento, respectivamente.
Em agosto, a produção industrial havia caído 1,2 por cento, de acordo com dados revisados pelo IBGE.
A produção de bens de capital cresceu 3,7 por cento sobre agosto, enquanto a de bens de consumo avançou 1,7 por cento.
"O aumento ocorrido de agosto para setembro foi generalizado, alcançando 20 dos 27 ramos (pesquisados)", informou o IBGE, referindo-se à comparação com agosto.
De janeiro a setembro, a produção industrial teve crescimento de 6,5 por cento e nos últimos 12 meses, de 6,8 por cento. 
                                          Ainda sem efeito da crise
A crise financeira mundial ainda não está nos dados divulgados sobre a indústria brasileira, mas o IBGE espera que os primeiros impactos tenham sido observados em outubro.
De acordo com a economista do IBGE Isabella Nunes, os dados de comércio e, principalmente, as vendas de automóveis já apontam os primeiros sinais de arrefecimento em razão da crise mundial.
"As estatísticas de outubro já disponíveis mostram alguns resultados (piores) na venda de automóveis... o que, provavelmente, vai sugerir uma acomodação da produção para ajustar estoques a um cenário de menor demanda", disse à Reuters.
A economista avaliou ainda que os juros altos podem afetar a produção e a demanda por bens duráveis nos próximos meses.
Em setembro, a produção de bens duráveis cresceu 0,4 por cento ante agosto e 14,9 por cento frente a setembro de 2007.
A indústria encerrou o terceiro tirmestre com avanço de 2,7 por cento ante os três meses anteriores, melhor resultado desde o terceiro trimestre de 2004.
O uso da capacidade instalada, indicador que pode sinalizar eventuais pressões inflacionárias, aumentou em setembro após um recuo no mês anterior, segundo a CNI. A expansão foi de 0,3 ponto percentual, para 83,3 por cento, segundo a série livre de influências sazonais.
A CNI também mostrou um aumento de 2 por cento no faturamento das fábricas em setembro frente a agosto. No período, as horas trabalhadas aumentaram 1,2 por cento e o emprego, 0,7 por cento.
A CNI creditou esse desempenho favorável ao maior número de dias úteis em setembro.
"Tanto na comparação com o mês imediatamente anterior quanto frente ao mesmo mês do ano anterior, o efeito-calendário contribui de forma relevante para o crescimento da atividade da indústria em setembro", afirmou a entidade em nota.

Crise mundial fez custo do transporte de cargas desabar (O Estado de S. Paulo 04/11)
A crise financeira fez o custo do transporte marítimo de cargas desabar neste ano, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pelo órgão da ONU para comércio e desenvolvimento.
A forte demanda por serviços marítimos no final do ano passado fez com que o preço do transporte de carga via navios chegasse ao ápice no começo de 2008, de acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
No ano passado, foram transportados pelo mar 8 bilhões de toneladas de cargas, um recorde histórico.
No entanto, de maio a novembro deste ano, o custo do transporte caiu onze vezes. 
                                             Países em desenvolvimento
"Isso mostra que a crise financeira que está se desenvolvendo se espalhou para o comércio internacional com implicações negativas para os países em desenvolvimento, especialmente os que dependem muito de commodities", afirma um comunicado da Unctad que acompanha o documento Review of Maritime Transport 2008.
A Unctad mede o custo do transporte marítimo através do Baltic Dry Index (BDI), um índice composto pelo preço de se transportar diversos produtos, como minério de ferro, grãos, bauxita, alumínio e fosfato.
De maio a novembro de 2008, o BDI caiu de 11.793 para 891.
"O efeito imediato da queda dos fretes para o mundo em desenvolvimento é variado. Custos mais baixos de frete levam a preços menores dos bens transportados. Tanto exportadores como importadores de comida e outras commodities se beneficiam do baixo custo, e as pressões inflacionárias se reduzem", afirma o comunicado da Unctad.
"No entanto, uma queda rápida do BDI também é acompanhada por redução da demanda por serviços marítimos, aumentando os efeitos da crise financeira e a demanda global por bens. Isso vai atingir negativamente muitos países em desenvolvimento."
Nos últimos anos, o comércio marítimo estava em forte expansão.
Segundo a Unctad, o comércio mercantil global cresceu 5,5% em 2007, quase dois pontos percentuais acima do ritmo de crescimento da economia mundial.
No mesmo ano, o movimento portuário de containeres cresceu 11,7%, atingindo 485 TEUs. A frota marítima expandiu-se 7,2% em 2007, atingindo o maior nível da história.
Agora, diante da retração do setor, é possível que o setor de construção naval sofra com redução de empregos, segundo o relatório da Unctad. O setor siderúrgico também pode sofrer com a redução do preço.

Como evitar gargalos e propostas para melhorar estradas de SP (O Estado de S. Paulo 04/11)
Uma forma de evitar os gargalos de congestionamentos nas estradas é fazer o gerenciamento de tráfego com equipamentos modernos e utilizar alta tecnologia. É possível utilizar monitoramento com câmeras em vários programas para redirecionamento de fluxo de tráfego, comunicação e outros dispositivos que evitam e/ou minimizam os engarrafamentos. Mas essa tecnologia toda praticamente inexiste no Brasil, sendo que em São Paulo as concessionárias adotam alguns estudos e técnicas para definir a necessidade de construção e ampliação de mais faixas de rolamentos em algumas estradas.
"O Brasil está bem atrasado, mas São Paulo avançou um pouco com as rodovias sob concessão. O sistema avançados de gerenciamento de tráfego não existe no País. Estamos muito distante de chegar ao nível de países europeus", disse Karenina Martins Teixeira, doutora em engenharia de transportes pela Universidade de São Paulo (USP).
Na Europa, os gastos com sistemas avançados de gerenciamento de tráfego (ATMS) devem chegar a US$ 1,2 bilhão em 2015. Em 2006, o gasto europeu com esse tipo de tecnologia foi de US$ 884 milhões e a Frost & Sullivan, responsável pelo estudo, informou que a preocupação cada vez maior com congestionamentos em rodovias e em vias urbanas é o que tem feito as agências de transporte européias investirem em alta tecnologia de administração de tráfego.
O governo de São Paulo anunciou semana passada um pacote de investimento, ao custo de R$ 1,15 bilhão, para recuperação e melhoria de rodovias e ligações entre as vias principais em todas as regiões do Estado, inclusive na região metropolitana da capital. As obras deverão atingir 686 km de rodovias, hoje pontos de engarrafamentos e de perigo de acidentes. A previsão é construir cerca de 370 novos acessos, sendo 307 diretamente com a ação da Secretaria dos Transportes e mais 63 envolvidos nas concessões. 
                                                As propostas de melhorias
Até 2016, as empresas que controlam estradas em São Paulo deverão executar várias obras de melhorias e ampliação das vias, segundo a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). Até mesmo as recém privatizadas Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Marechal Rondon, Dom Pedro I e Raposo Tavares deverão sofrer modificações, previstas em contrato, para diminuir os gargalos de congestionamento e melhorar acesso às cidades.
Já em andamento está a construção do chamado Complexo Anhangüera, na chegada da rodovia de mesmo nome à Marginal do Tietê, com implantação de marginais e faixas adicionais, novos acessos a bairros. Ainda na Anhangüera está prevista implantação de terceiras faixas em Jundiaí/Louveira, Nos pontos críticos no entorno de Campinas, um novo anel viário será construído, com mais marginais, remodelação de trevos e outras obras.
Outro complexo de viadutos na chegada à capital, pela Castelo Branco, está previsto para ser erguido pela concessionária que administra a estrada, além de remodelação e ampliação do trevo de acesso a Jandira e Itapevi. Em Vargem Grande Paulista e Mairinque passando por São Roque, haverá duplicação da Raposo Tavares, novos entroncamentos, como para a Estrada do Marmeleiro, e construção de marginais entre Km 95 e Km 105, em ambos os sentidos.
Pela Rodovia D. Pedro I, a nova concessão prevê duplicação do trecho de Jundiaí/Itatiba, construção de faixas adicionais e alargamento de pontes e viadutos em toda a via. Há também previsão de ampliação e melhorias nas ex-rodovias federais Fernão Dias e Régis Bittencourt, há cerca de um ano concedidas à iniciativa privada.

Pedágio no Rodoanel de São Paulo começa em um mês (O Estado de S. Paulo 31/10)

A partir de 1º de dezembro, o usuário do trecho oeste do Rodoanel Mário Covas vai pagar R$ 1,20 para trafegar na pista - independentemente da distância percorrida. A construção das 13 praças de pedágio - instaladas nas alças de saída - está em fase final e deve ser concluída em novembro.
É a localização das praças de pedágio, nos pontos de saída, que garante ao motorista pagar só uma vez. "Mesmo quem andar os 32 quilômetros do Rodoanel pagará apenas uma tarifa", disse o diretor da Concessionária Rodoanel, Francisco Mendes de Moraes Neto. As 13 praças estão localizadas nas saídas para as cinco rodovias que cruzam o Rodoanel, além do acesso à Avenida Raimundo Pereira de Magalhães (Estrada Velha de Campinas) e duas entradas para o Bairro Padroeira, em Osasco.
O valor do pedágio seria de R$ 1,16, deságio de 61% do valor máximo definido no leilão para a escolha da concessionária que exploraria as praças. O aumento para R$ 1,20 foi definido em junho, com base no IPCA (índice do IBGE que calcula a inflação). Segundo Moraes Neto, a concessionária fez pesquisa com os usuários. "R$ 1,20 foi muito bem aceito."
Para o gerente de serviços de informática Sérgio Scavone, de 44 anos, poderia ser R$ 1. Morador da Granja Viana, ele usa o Rodoanel diariamente para ir e voltar do trabalho. "Mas R$ 1,20 - R$ 2,40 por dia - não é tão alto assim." A expectativa é de que a arrecadação fique em torno de R$ 80 milhões por ano. Desse valor, 3% vão para o governo estadual como outorga mensal. Atualmente, o movimento no trecho oeste do Rodoanel é de 145 mil veículos por dia.
Para cobrar o pedágio, a concessionária terá de cumprir exigências, incluindo revestimento do asfalto, poda da vegetação que margeia as pistas e recuperação da sinalização horizontal e vertical. Nos próximos dois anos, deverá realizar obras mais complexas, como uma marginal entre a Raposo Tavares e um trevo de acesso a Osasco e Carapicuíba.

Rodízio para VUCs será prorrogado por seis meses (O Estado de S. Paulo 31/10)
A Secretaria Municipal dos Transportes (SMT) anunciou ontem que vai prorrogar por seis meses o rodízio de placas pares e ímpares para a circulação dos Veículos Urbanos de Carga (VUCs). A decisão ocorre às vésperas da entrada em vigor da terceira etapa do Decreto 49.636, que previa a proibição desses veículos na Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões, área de 100 quilômetros quadrados dentro do centro expandido, entre 5 e 21 horas, como já acontece com os caminhões maiores. Um novo decreto deve ser publicado hoje no 'Diário Oficial' do Município.
Havia um clima de incerteza entre as pessoas que trabalham com transporte de carga. Isso porque o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, avisaram diversas vezes que a regra que proíbe os VUCs não entraria em vigor, uma vez que as demais medidas para melhorar o trânsito já haviam atingido bons resultados. Segundo a SMT, a permanência do rodízio foi decidida porque houve uma melhora de até 30% em alguns horários, em decorrência do pacote do trânsito, que começou com a proibição dos caminhões na ZMRC, em 30 de junho.

Proibição de VUCs no centro de São Paulo é incerta (O Estado de S. Paulo 30/10)

A dois dias do início da restrição aos Veículos Urbanos de Cargas (VUCs), um quadro de incertezas preocupa quem trabalha com o setor de cargas. De acordo com o decreto 49.636, esses veículos passarão a obedecer em 1º de novembro as restrições impostas aos demais caminhões e não poderão circular no centro expandido entre 5 e 21 horas. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou diversas vezes que a regra não entraria em vigor porque as outras medidas para melhorar o trânsito atingiram bons resultados. Nenhuma ação, porém, foi anunciada e o decreto continua a valer. Até as 18 horas, a Prefeitura não havia se posicionado sobre a questão.
Desde 1º de agosto, os VUCs obedecem a um sistema de rodízio de placas pares e ímpares para circular na Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC), área de 100 quilômetros quadrados que abrange o centro expandido. Essa regra vale para o horário entre 10 e 16 horas. Assim como os caminhões, os VUCs têm acesso livre das 21 às 5 horas e estão proibidos nos demais horários.
Essa situação deveria se manter até 31 de outubro e, a partir de então, eles só poderiam circular nas ZMRC à noite e madrugada. O decreto, porém, diz que a restrição dos VUCs pode ser revertida, caso a Secretaria Municipal dos Transportes constatasse melhoras no trânsito. O órgão, no entanto, não se manifestou sobre o assunto e também não colocou faixas indicando as áreas em que os VUCs não poderão circular durante o dia, assim como fez antes do início da restrição para os outros caminhões.
Os agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os marronzinhos, ainda não foram orientados sobre qual medida estará em vigor a partir de 1º de novembro. "Nós sempre somos avisados sobre as regras bem antes, afinal somos nós que estamos nas ruas fiscalizando", diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Viário, Alfredo Coletti. "Mas até agora nenhum funcionário foi orientado", completa.
Os empresários do setor de carga também reclamam dessa indefinição, pois não conseguem organizar a agenda de entregas da próxima semana. "É preocupante essa situação. A Prefeitura nos prometeu que não proibiria a circulação dos VUCs, porque é a forma que temos para manter as entregas, já que os outros caminhões não podem rodar. Só que faltam dois dias e o decreto não foi revogado", diz o presidente do Sindicato das Empresas do Transporte de Carga de São Paulo (Setcesp), Francisco Pelúcio.
O prefeito Gilberto Kassab compareceu a um evento de campanha na sede do Setcesp em agosto e prometeu aos empresários manter o sistema de rodízio de placas pares e ímpares e também disse que iria analisar o pedido de retirar todas as restrições aos VUCs. Kassab solicitou ao sindicato um estudo sobre qual seria o impacto da liberação para o trânsito. Os dados foram entregues a ele e ao secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes.
Segundo os números do Setcesp - baseados em informações do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) - há em todo o País 41 mil VUCs, o que representa 1,73% da frota nacional. Na cidade de São Paulo, há 5 mil veículos desse tipo licenciados e 10 mil circulantes. A frota total do Município é de 6,2 milhões de veículos. "É menos de 1% da frota circulante. A liberação vai evitar um colapso na logística de entregas e não vai prejudicar o trânsito", diz Pelúcio.
                                         Lentidão
Os índices de lentidão de setembro deste ano mostram uma melhora discreta em relação ao mesmo mês do ano passado. A média do período da manhã foi de 90 quilômetros, ante 99 do período anterior, uma redução de 9%. À tarde, a redução foi menor, de 5%. Quando comparado com os meses deste ano anteriores ao pacote de mudanças no trânsito, a diferença chega a ser de 18%.

Caminhoneiros e empresas lamentam o "Custo SP" (O Estado de S. Paulo 30/10)
O caminhoneiro Marcelo Zago já avisou seu ajudante que vai trabalhar normalmente na próxima semana. Mesmo vivendo as incertezas a respeito do futuro das regras para os Veículos Urbanos de Carga (VUCs), ele adianta que deixará seu celular ligado, à espera do chamado da empresa em que presta serviço. Se ligarem, trabalhará com seu pequeno caminhão, mesmo que a circulação esteja proibida na região do centro expandido, como prevê o Decreto 49.636. "Eu tenho prestações do caminhão para pagar e não posso ficar com ele parado. Vou arriscar tomar multas, mas tenho de honrar meus compromissos."
Por causa do aquecimento da economia no início deste ano e da grande oferta de trabalho no setor de transporte de carga, Zago decidiu vender seu guincho e investir em um VUC. Rapidamente conseguiu se agregar a uma companhia e conseguia arcar com as prestações de R$ 2 mil de seu caminhão. Ele também contratou um ajudante, pagando R$ 30 por dia de trabalho.
Antes do rodízio de placas pares e ímpares, saía praticamente todos os dias de São Bernardo, onde mora, para realizar entregas na cidade de São Paulo. "O rodízio de placas já foi ruim, porque às vezes sou chamado para trabalhar e não posso rodar. E também não sou chamado em dias que estou liberado pelo rodízio", diz.
Caso o decreto não seja revogado, Zago acha que perderá muito serviço, pois trabalha transportando material esportivo de alto valor agregado. "As empresas não vão abrir à noite para receber mercadoria. Vou ter de dividir minha rota com alguém ou até mesmo largar esse trabalho", diz.
Assim como alguns trabalhadores autônomos, as grandes empresas também não sabem se poderão utilizar os VUCs na próxima semana e começam a procurar veículos menores para alugar e a reunir trabalhadores terceirizados para as entregas. "Tem algumas empresas que infelizmente vão arcar com as multas para não perderem os clientes", diz o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo (Setcesp), Francisco Pelúcio.
Ele acrescenta que grande parte das empresas enfrentará prejuízo, pois investiram em VUCs para compensar as restrições impostas aos grandes caminhões. A Braspress, por exemplo, comprou 36 unidades neste ano e, quando teve início o rodízio de placas pares e ímpares dos VUCs, precisou comprar outras 40 veículos de carga menores.
"A Prefeitura aumentou o tamanho permitido para que um caminhão seja VUC de 5,5 metros para 6,3 metros e incentivou a compra deles. Tudo indicava que esses seriam os veículos de carga para a cidade de São Paulo, a partir de agora. Mas quem investiu terá de reorganizar todo o sistema de logística", diz o presidente da companhia, Urubatan Helou. Os empresários também estimam em 15% o aumento dos custos do transporte, por causa das restrições aos caminhões. "É o ?Custo São Paulo?, como tem gente chamando. E isso infelizmente é repassado ao comércio", diz Helou.

Atividade industrial em SP sobe 3,7% em setembro (O Estado de S. Paulo 28/10)

A atividade da indústria de São Paulo cresceu 3,7 por cento em setembro ante agosto, segundo dados com ajuste sazonal divulgados nesta terça-feira pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Sem ajuste, houve alta de 1,9 por cento no nível da atividade. Frente a setembro do ano passado, o avanço foi de 7,7 por cento.
No ano, a atividade tem expansão de 7,8 por cento, a maior variação para este período desde 2004. Nos últimos 12 meses o ganho da atividade foi de 8,1 por cento.
Entre os setores, em setembro o destaque foi Minerais não metálicos, com alta de 4,0 por cento na comparação mensal, com ajuste, seguido por Material eletrônico e equipamentos de comunicação, com avanço de 4,8 por cento. O setor de Veículos automotores registrou um aumento de 5,3 por cento no período.
As vendas reais da indústria tiveram alta de 5,1 por cento em setembro ante agosto, sem ajuste sazonal, e ganho de 5,7 por cento na comparação anual. No ano, o avanço das vendas foi de 5,0 por cento.
O uso da capacidade instalada na indústria do Estado, considerando os dados com ajuste sazonal, totalizou 77,5 por cento em setembro, comparado a 75 por cento em agosto e 79,7 por cento em setembro de 2007.

Infraero assina contrato para obras no Galeão, no Rio (O Estado de S. Paulo 23/10)

A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) informou hoje ter assinado na terça-feira contrato para início das obras para conclusão do Terminal de Passageiros 2 do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim - Galeão, no Rio de Janeiro. O contrato assinado com a construtora Paulo Octávio tem valor de R$ 63 milhões. Segundo a Infraero, os investimentos previstos até 2010 para o aeroporto são da ordem de R$ 600 milhões.
De acordo com a assessoria da estatal, serão feitas obras de construção civil, elétrica e hidráulica em um espaço de 63 mil metros quadrados, dando continuidade a outras obras que já estão em andamento como reforma de banheiros, polimento de pisos e troca de coberturas. A Infraero afirmou ainda que já estão em andamento obras de melhorias emergenciais no antigo Terminal de Passageiros 1, que inclui a revitalização de todas as pontes de embarque. Essas obras devem ser aproveitadas na modernização pela qual o terminal passará após a conclusão do Terminal de Passageiros 2.


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